A
forma como portadores de deficiências são tratados no transporte público pode
ser considerada como um dos principais pontos negativos no cenário do
trânsito. A situação diária de cada cidadão portador de alguma deficiência que
dependem desse suporte, se tratando da acessibilidade, é muito precária e
desumana.
Na
lei 7.853, sancionada em Outubro de 1989, criada para estabelecer uma melhor
integração social dos deficientes físicos, traz claramente que o mesmo tem que
ter seu direito de ir e vir, com locais públicos adaptados para que possam
recebê-los, adaptação dos transportes públicos entre outros direitos que ficam
assegurados através dessa lei.
No
dia-dia nem sempre pode ser constatados todos os direitos previstos nessa lei
sendo assegurados e respeitados, um caso explícito são justamente nos já
mencionados transportes públicos. A todo momento um portador de deficiência
sofre para pode utilizá-lo por diversos motivos, como: motoristas que ignoram o
pedido de um deficiente para que pare o ônibus, em alguns casos não conseguem
nem chegar ao local de parada devido a falta de sinalização (no caso de
deficientes visuais), ou por não ter uma simples rampa de acesso.
Após
conseguir utiliza-lo, o portador de deficiência sofre ainda mais com as condições
precárias do meio utilizado, em alguns casos os ônibus que não tem condições
nenhuma de oferecer segurança, outros passageiros que fingem dormir para não
ceder o seu lugar que teoricamente seria de uso preferencial de deficientes
gestantes ou idosos. Outro transtorno enfrentado é a falta de preparo de condutores
ou operadores do transporte utilizado, que não sabem atender de forma correta,
com os cuidados que são necessários para aquela pessoa ter um acesso de
qualidade como lhe é de direito. Todos esses problemas estão ligados
diretamente a falta conscientização e educação das pessoas sobre a importância
de servir aos portadores de deficiência com eficiência e respeito.
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