Nem toda democracia é plena. Diante de tal verdade, no mundo
pós-moderno o assedio e abuso sexual em transporte publico reflete em um
sentimento de vergonha nacional. Por essa verdade, a busca por formas de
construção de um mundo mais digno, ético e igualitário onde todos tenham os
mesmos direitos como cidadão se tornam imprescindíveis para o estabelecimento
de um mundo melhor.
É inerente ao homem hodierno a busca incessante por seus
direitos como cidadão. Nesse contexto, o abuso sexual no transporte publico se
configura em forma contraria a esse ensejo social. Dentro dessa lógica, medidas
como a criação do vagão rosa, foram implementadas em alguns estados brasileiros
como a forma de combate o abuso sexual. Nessa premissa, na luta por uma
igualdade social, medidas foram apontadas para combater tais abusos, dentre
essa incluem campanhas educativas e contra o assedio; Treinamento de
funcionários do sistema de transporte focado na orientação sobre como agir
nesses casos, além de políticas publicas voltadas para melhorar o atendimento
das vitimas e a punição dos agressores.
Às margens da contemporaneidade, a sociedade atual começa a
ver a necessidade de implantação de um mundo mais justo. Para o filosofo Zygmunt Bauman,
é preciso acreditar no potencial humano como forma de construir um mundo
possível. Diante de tal cognoscibilidade, se as pessoas forem orientadas desde
cedo que praticas de assedio sexual, que em algumas situações são ate
estimuladas pela sociedade calada nos preceitos do “machismo”, é crime, elas se
sentirão no mínimo menos livres para cometê-las. Assim, outro cenário será
possível.
Para o geógrafo e pensador, Milton Santos, nunca na historia
da humanidade houve contradições técnicas, cientificas e sociais tão
pertinentes à construção de uma nova realidade, onde a ética e a moral cidadã
sejam preservados. Diante de tal verdade, faz-se de essencial importância ao homem
pós-moderno a busca por cortar de sua realidade praticas de abuso sexual e
moral no transporte publico, mas nunca cortar o direito de cada um de viver sua
cidadania de maneira plena e efetiva. Nessa égide, estaríamos fazendo ensaios
para uma outra globalização, onde a equidade, a igualdade e o respeito ao
próximo sejam seus reais preceitos.

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