Abuso de mulheres em
transporte público é crime, entretanto não intimida os autores dos assédios.
Isso se deve ao número reduzido de denúncias inviabilizando a aplicação das
leis sobre os “atrevidos”. A ideologia machista impregnada na sociedade é o
principal responsável pelos reduzidos índices de denúncias. Primeiro, o homem
tem poderes sobre as mulheres e segundo, as mulheres devem ser submissas aos
homens, além de sentirem culpadas pelos abusos.
Não
é incomum ouvirmos falar sobre assédio sexual contra a mulher, mas em 2013 para
2014 o tema foi assédio sexual contra mulheres em transporte público. De longe
o problema é o transporte público. O problema envolvendo o tema é bem maior, é
ideológico. A forma de pensar da consciência humana, a qual a mulher é inferior
ao homem torna a mulher vulnerável.
Destruir
um conjunto de ideias nunca foi fácil, mas é nesse intuito que hoje
instituições brasileiras promovem campanhas em todo o país incentivando
mulheres a denunciar qualquer tipo de abuso ou até mesmo a população que
presenciou.
Muitas
mulheres agridem seus agressores, mas isso não exclui a importância das
denúncias, pois são elas que inibirão novos casos. A tática dos agressores é usar da
superlotação para colocar em prática suas ideias, sua perversão sexual, pois isso permite seu anonimato e atuação, e mais uma vez dificultar a contabilização de casos nas delegacias.
Em
suma, o assédio sexual contra mulheres em transporte público envolve
comprometimento de toda população, visando exaurir qualquer fato parecido.
Delegacias das mulheres incentivam a população a utilizar a tecnologia a seu
favor nesses casos, seja por meio de fotos ou vídeos, dos quais servirão de
provas que coíbam os criminosos. Acabar com abuso sexual contra mulheres é um
dever de todos.

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